Em outubro, a equipe da Synthient teve acesso a uma amostra de domínio C2 da botnet, a partir da qual foi possível ver um crescimento vertiginoso: o domínio ficou acima da Google nos rankings globais da Cloudflare, e, por usar a biblioteca wolfSSL, foi nomeada Kimwolf.
Invasões da Kimwolf e seu funcionamento
A botnet em questão mira, principalmente, em aparelhos de TV box, sendo compilada em NDK e equipada com funções de DDoS, encaminhamento de proxy, reverse shell e gerenciamento de arquivos. Os dados sensíveis são encriptados com um Stack XOR, usando DNS sobre TLS para escapar suas comunicações e autenticação dos comandos C2 com assinaturas digitais de curva elíptica.

Nos últimos dois meses, a botnet cresceu exponencialmente ao explorar redes residenciais, com muitas infecções ligadas à IPIDEA, baseada na China: muitos dispositivos TV box clandestinos já foram vendidos pré-infectados, conectando-se à internet e entrando na rede de bots Kimwolf em questão de minutos. A maior parte das infecções foi vista no Brasil, Índia, Arábia Saudita e Vietnã.
Os cibercriminosos da Kimwolf ainda monetizam as infecções ao vender a instalação de SDKs como ByteConnect nos aparelhos e revender banda larga, além de permitir preenchimento de credenciais em massa. A Synthient sugere que provedores de proxy bloqueiem portas arriscadas e pede que usuários chequem e apaguem ou destruam dispositivos infectados.
Fonte: CanalTech